Olá educador (a)!
Estive hoje na sabatina promovida pela Folha de S.Paulo com a psicóloga Rosely Sayão. Sou sua leitora fiel há anos, desde que ela escrevia no caderno Folhateen. Apesar de não poder ficar até o final, o que eu vi me pareceu bastante interessante, principalmente sua opinião sobre as escolas atuais, que preferem "divertir, divertir e divertir", poupando os alunos de qualquer esforço. "Elas viraram parques de diversões", disse Rosely. Por outro lado, a psicóloga elogiou as escolas democráticas como Lumiar e Escola da Ponte, de Portugal. Apesar de não conhecer em profundidade a experiência brasileira, passou 15 dias analisando a escola portuguesa e achou a metodologia bastante válida.
Confira a notícia que saiu no Folha Online sobre a sabatina.
Até a próxima!
Psicóloga fala sobre falência da escola e responsabilidade dos pais
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Em sabatina promovida nesta quinta-feira pela Folha, a psicóloga e consultora em educação Rosely Sayão disse que a escola que atende a classe média atualmente está falida e tornou os pais, leigos, únicos responsáveis pela educação dos filhos. O problema, segundo ela, é que os pais teimam em superproteger os filhos para mantê-los sempre como filhos com o intuito de, assim, nunca se tornarem ultrapassados.
Para a psicóloga, os pais "protegem os filhos da vida" ensinando que eles têm muitos direitos e poucos deveres. Desta forma, os filhos crescem dependentes ao invés de autônomos. Por isso há jovens que conversam abertamente com os pais sobre a vida sexual enquanto, para ela, melhor seria se eles tivessem aprendido a diferença entre intimidade e convívio social, se a família tivesse realmente cumprido seu papel de prepará-lo para o mundo.
O problema, para a psicóloga, é que um dos elementos fundamentais na construção dessa linha divisória entre público e privado é a escola, mas ela "está falida". Para Sayão, a escola se adaptou tanto ao estilo de vida familiar que acabou adotando um modo administrativo leigo em detrimento de condutas educacionais profissionais. "Escola e pais pensam de modo muito semelhante."
O resultado da aproximação entre escolas e famílias é que "as crianças ficam submetidas a um tipo de educação muito parecido". Para a consultora em educação, a tendência atual é concentrar as crianças em escolas que são verdadeiros "clubes privados", restringindo a convivência com as diferenças, como ocorre na sociedade. "Os pais estão desnorteados porque as referências se multiplicaram."
Evento
A sabatina foi realizada no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo). O evento começou por volta das 11h10 e, por duas horas, ela respondeu a perguntas de quatro entrevistadores e da platéia.
Rosely Sayão, colunista da Folha, escreve às quintas no caderno Equilíbrio. Ela é autora, entre outras obras, de 'Sexo é Sexo' (Cia. das Letras) e 'Como Educar Meu Filho?' (Publifolha).
Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007
Psicóloga fala sobre falência da escola e responsabilidade dos pais
Terça-feira, 7 de Agosto de 2007
São Gabriel da Cachoeira (AM): aprendizado total em terra indígena
Oi pessoal!
Faz um tempão que não escrevo! Que vergonha!! Mas explico: falta de tempo, mesmo. Mas tenho um monte de coisas bacanas que descobri por aí e quero compartilhar com vocês. A primeira é sobre a viagem ÍNCRIVEL que fiz a São Gabriel da Cachoeira, na Amazônia. Fui com uma amiga, Bianca Pyl, a convite da Unicef para fazer a cobertura jovem da revista Viração do I Congresso de Adolescentes e Jovens Indígenas, do dia primeiro a 3 de agosto.
Não posso negar que nunca havia falado na cidade e tinha uma idéia bastante equivocada do que era o Amazonas. Logo que cheguei lá, vi que era bem diferente, e muito especial, apesar dos inúmeros problemas. A cidade tem 12 mil habitantes, sendo que 90% é indígena. 90%! A cidade mais indígena do Brasil, de diversas etnias: baré, tukano, baniwa, arapaço, etc, sendo que a maior parte dos moradores têm entre 0 e 19 anos. Ou seja: jovens e adolescentes que não aceitam mais o descaso com sua raça, cansados de serem excluídos, com problemas como o alcoolismo (o álcool está entrando cada vez mais nas comunidades e sendo vendido a menores de 18 anos sem restrições), drogas e suícidios. Só em São Gabriel, aconteceram mais de 30 desde 2005. O motivo? Cada um fala uma coisa: alguns andaram lendo livros de São Cipriano, que alguém xerocou e distribuiu, falta de identidade indígena ou até mesmo influência de um professor e seu filho ligados a uma seita satãnica. Aliás, foi exatamente por esse motivo que Délio Alves, líder indígena, do MEIAM, de 22 anos, teve a idéia de fazer um Congresso reunindo 22 etnias do Rio Negro. Estava preocupado e queria discutir com os jovens propostas para lazer, educação, políticas públicas e saúde para os jovens.
Em 2 meses, Délio organizou com seus parceiros um grande evento, do qual participaram jovens indicados por escolas e de comunidades próximas, com a presença de políticos da região, como o presidente da Câmara, o prefeito, a primeira-dama do Estado, etc. Os participantes aproveitaram para cobrar mudanças e exigir seus direitos, provando que sabem que muito precisa ser feito.
Tive o prazer de conviver com pessoas maravilhosas, que me ensinaram muito. Os jovens de nossa equipe, Yasú Yakútai (vamos conversar, em nheengatú), que nos levaram para conhecer o Rio Negro, mostraram suas frutas, seus hábitos e seus sonhos. Nunca esquecerei daqueles olhos lindos de Kui, minha amiga de 14 anos, que chorou ao nos deixar no aeroporto. Nem de Raiany, Rafa, Sthefane, Eder, Roberto, Soraya, Adalto, professora Rosângela e Rogério, que foram extremamente doces. Sem contar a Cláudia e seu lindo projeto com os meninos no programa de rádio Viração.
As escolas ensinam as línguas indígenas, além do português. Lendas fazem parte do imaginário deles, que não se cansam de falar da cobra grande, da Adana (uma ilha com uma história belíssima), do Curupira... realmente fascinante. Mesmo urbanizados, não gostam de gostam de doces ("doce? ué, temos frutas!"), jogam enlouquecidos em lan houses disputam jogos gringos, mas não deixam de dançar e cantar cantigas típicas ("ai bote aqui, ai bote aqui o seu pezinho... o seu pezinho bem juntinho com o meu..."). Querem mais lazer, cinemas, e estão cheios de ter que apelar para a bebida ou pra drogas para diversão.
Uma juventude linda, que merece ser ouvida. Espero que meus amigos e amigas de SGC consigam tudo o que pediram nesses 3 dias de Congresso, e continuem sendo essas pessoas mais do que especiais.
Para conferir o trabalho dos jovens, acesse: www.revistaviracao.org.br/agencia
Domingo, 13 de Maio de 2007
Educação Sexual na escola: incentivo à promiscuidade???
Sou católica. Mas não é por isso que devo dizer amém a todos os comentários de líderes da santa Igreja. A vinda do Papa ao nosso país trouxe uma série de questionamentos, alguns interessantes, outros nem tanto - só que não é do sumo pontífice que desejo falar. É da declaração de Dom Geraldo Magella, ex-presidente da CNBB, que disse que educação sexual nas escolas e a distribuição de preservativos induzem os jovens à promiscuidade.
O quê? Agora apresentar o beabá da sexualidade, algo tão natural, virou perversão? A aluna de 12 anos que tiver a oportunidade de debater com os amigos em sala de aula sobre as descobertas, as "ficadas", a camisinha, vai se tornar uma jovem promíscua? O garoto que, em meio às risadinhas dos colegas, falar sobre os anseios e dificuldades inerentes à idade vai se tornar um garanhão? (Se bem que, numa sociedade machista como a que vivemos, a declaração tem um alvo certo - as meninas, claro. Se o menino virar um garanhão, bom pra ele. Pena...)
Gente, o que me assusta é esse comentário incrivelmente atrasado vir de uma pessoa que tem um cargo tão alto na Igreja. Sinal de que a coisa vai mal. Depois vem aquelas questões do aborto. Se não se pode nem sequer falar sobre prevenção na escola, ambiente em que pretensamente o jovem deveria ter contato com uma realidade aberta, falar sobre todos os assuntos, como ele poderá ter o discernimento que precisa se prevenir para evitar uma gravidez indesejada e DSTs?
Mas acho que tô me preocupando à toa. Tenho certeza que os professores, coordenadores pedagógicos e diretores do nosso Brasil não levam a sério uma declaração pobre como essa. Educação sexual não pode faltar na escola, com a frequência e a seriedade que o assunto merece. Bom domingo e um ótimo Dia das Mães a todos.
Domingo, 22 de Abril de 2007
Wikipedia e Igpedia: vale a pena conhecer

Olá educador!
Como grande interessada pela filosofia P2P (peer-to-peer, ou melhor, troca de informações e colaboração via internet), sou fã de carteirinha da Wikipedia, a maior enciclopédia livre da internet. Pra quem não conhece, o sistema da Wikipedia é bastante simples - qualquer pessoa pode inserir verbetes sobre qualquer assunto, e publicar lá. Se quiser, pode apenas modificar o que algum internauta fez e que achou incompleto. É incrível. Existe uma turminha que revisa o que foi postado, para que não se corra o risco de termos informações equivocadas. Isso é a verdadeira construção do conhecimento. Se não conhece, dá uma passada lá, tenho certeza que você vai passar algumas boas horas fuçando, e quem sabe, publicando seus próprios verbetes: http://pt.wikipedia.org. Dá pra pensar em várias atividades com os alunos também, em que eles postam o conteúdo de alguma matéria e os outros alunos são encarregados de corrigir ou complementar.
Agora, temos algo na mesma linha, mas totalmente voltado para a educação - é o IGpedia. É só se cadastrar e começar a colocar seus verbetes: pode ser em Matemática, Física, Educação Artística... Assim como no Wikipedia, um grupo de educadores da Klick Educação revisa o material. Este é o endereço: http://www.igpedia.com.br/.Os únicos poréns são que as postagens não são imediatas (demora 48 horas) e há um limite de tamanho para a publicação. Mas isso não diminui o interesse da inovação e trabalho colaborativo disponibilizado pelo IGpedia. Passa lá!
Domingo, 1 de Abril de 2007
Revista Viração: novos caminhos e idéias para o jovem

Olá educador!
Faz tempo que não escrevo no blog, mas tenho uma explicação! Ando muito ocupada... mudei de emprego! Todo mundo sabe como é essa fase - tudo novo, desafios...
Fui para a revista Viração, que muitos de vocês devem conhecer, acredito. É uma revista feita sem fins lucrativos, ligada a uma ONG daqui de São Paulo, que tem como parceiros institucionais instituições de peso como a UNICEF. Sua proposta é divulgar conhecimento produzido pelos próprios jovens e para eles. Trata-se de uma rede formada por jovens de 17 capitais brasileiras. Educomunicação é a palavra de ordem - aumentar a auto-estima e dar voz ao jovem brasileiro, que tem tanto para falar, contestar...
Estou responsável pela revista eletrônica, que deverá ser totalmente reformulada em breve. Se quiser dar uma conferida, entra lá! O endereço www.revistaviracao.com.br
No mais, continuo como editora do Portal de Educação da Microsoft: www.microsoft.com/brasil/educacao
Acredito que vou aprender, e muito, com este novo capítulo profissional! Estou muito feliz em poder contribuir também com os jovens.
Um grande abraço! Boa semana!
Quarta-feira, 21 de Março de 2007
Concurso de Redação "Ler é Preciso": inscrições abertas!
Olá educador!
Recebi de uma grande amiga minha e xará, Vivian Pereira, uma notícia sobre um concurso de redação chamado "Ler é Preciso", promovido pelo Instituto Ecofuturo, que está na 6a edição. Achei uma iniciativa bastante válida e resolvi divulgar pra vocês.
Olha só: o tema é O Melhor Lugar do Mundo e podem participar estudantes do Ensino Fundamental e Médio, das Escolas de Jovens e Adultos (EJA), e também professores. Por meio de parcerias com instituições e organizações não-governamentais, nesta edição o Concurso de Redação Ler é Preciso amplia a possibilidade de participação de portadores de necessidades especiais (cegos e surdos), presidiários e jovens que moram em áreas de alto índice de violência e estão em unidades da Fundação de Bem-Estar do Menor (Febem).
Os prêmios são computadores e clássicos da literatura universal, além da publicação das redações em um livro coletivo.
As inscrições estão abertas a partir de março. As redações devem ser enviadas até 15 de junho de 2007. Para saber mais, ligue para 0800 772 0099 (ligação gratuita).
Um belíssimo exemplo de incentivo à leitura e escrita num país tão carente de iniciativas como essa.
Terça-feira, 20 de Março de 2007
Profissão Mestre
Olá educador!
No ano passado, tive o prazer de conhecer a revista Profissão Mestre, da editora Humana, de Curitiba. Recebi alguns exemplares na agência onde trabalho e me apaixonei. Infelizmente, a revista não é vendida em bancas, somente por assinatura. Mas vale a pena a visita no site: www.profissaomestre.com.br. Tem um foco na formação do educador. As matérias são muito interessantes. Por exemplo, na edição de abril de 2006, a reportagem de capa dá algumas idéias sobre como engordar o orçamento com o que vc mais sabe fazer. Ou seja, aproveitar seu conhecimento para dar aulas particulares, ser consultor, etc. A matéria é muito bem-escrita e dá vontade de investir na gente na hora. Imperdível!!
Vai lá: wwww.profissaomestre.com.br! Boa leitura!
